Eu voltava à mesa com ketchup e mostarda, quando disse a ela:
— Baby, eu te amo muito! Te amo mesmo. — Ela riu, eu continuei. — E os pássaros continuam a cantar, o sol a brilhar e a bela criança loira nos olha com uma
cara de levemente entretido! — Ela me olhou, queria me beijar, mas estava um
tanto longe, havia uma mesa entre nós. Simplesmente riu, ficou envergonhada
e continuou a comer o seu hamburger.
domingo, 2 de outubro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Mil e uma noites com ela
Turca,
não sei o que poderia te escrever hoje
que não acabasse soando clichê ou blasé.
Só posso dizer que
tudo tem sido ótimo
e espero que continue assim, por um bom tempo.
Que eu ainda possa acordar e me encantar
ao te ver bela na cama
ao te ver bela vivendo!
Turca,
minha musa, minha amante, minha amiga,
se eu tivesse que ir pra Turquia só por você
iria feliz em saber que teria Mil e uma noites de prazer,
deitado entre seu ventre e seus véus
me aquecendo na fria noite do deserto
com seus beijos e carícias e dizendo:
"Eu te amo!".
não sei o que poderia te escrever hoje
que não acabasse soando clichê ou blasé.
Só posso dizer que
tudo tem sido ótimo
e espero que continue assim, por um bom tempo.
Que eu ainda possa acordar e me encantar
ao te ver bela na cama
ao te ver bela vivendo!
Turca,
minha musa, minha amante, minha amiga,
se eu tivesse que ir pra Turquia só por você
iria feliz em saber que teria Mil e uma noites de prazer,
deitado entre seu ventre e seus véus
me aquecendo na fria noite do deserto
com seus beijos e carícias e dizendo:
"Eu te amo!".
sábado, 27 de agosto de 2011
Penso nos poetas,
que gloriosos seres iluminados
pois conseguiam proferir seus célebres versos
sobre o efeito dos mais variados narcóticos.
Gostaria de ser assim, como eles, ou pelo menos
como eles foram eternamente consagrados:
boêmios, existenciais e com boas memórias!
Falta-me essa tal boa memória, que me anda falhando horas a fio
fazendo-me divagar sobre os versos proferidos ao leito do amor...
Bate-me uma imensa culpa em não poder lembrar
de todas a palavras que eu te disse,
mas de todas somente poucas iam mesmo importar,
principalmente aquelas mais obscenas e apimentadas
que somente após de ter me embriagado com seu cheiro
rompem o seu ouvido com palavras que cortam o ar por serem tão violentas e quentes
soltando aquele vulcão que há dentro de nós dois.
Jorrando o alegre gozo das horas de perversão, nos exaurindo a humanidade
e apenas restando o divino descanso do sublime prazer
à luz de velas.
pois conseguiam proferir seus célebres versos
sobre o efeito dos mais variados narcóticos.
Gostaria de ser assim, como eles, ou pelo menos
como eles foram eternamente consagrados:
boêmios, existenciais e com boas memórias!
Falta-me essa tal boa memória, que me anda falhando horas a fio
fazendo-me divagar sobre os versos proferidos ao leito do amor...
Bate-me uma imensa culpa em não poder lembrar
de todas a palavras que eu te disse,
mas de todas somente poucas iam mesmo importar,
principalmente aquelas mais obscenas e apimentadas
que somente após de ter me embriagado com seu cheiro
rompem o seu ouvido com palavras que cortam o ar por serem tão violentas e quentes
soltando aquele vulcão que há dentro de nós dois.
Jorrando o alegre gozo das horas de perversão, nos exaurindo a humanidade
e apenas restando o divino descanso do sublime prazer
à luz de velas.
domingo, 7 de agosto de 2011
Cogitando A Não Existência
Ressaca. Lembranças parciais sobre a noite passada. Boca seca. Lembro que tinha muita gente e tava rolando um som. Ou seja, temos uma margem de possibilidades impossíveis para saber onde estava, podia estar numa micareta como num bizarro culto pagão, visando à ascensão do Grande Templo de Odin no Rio de Janeiro. Ou podia estar pela Lapa mesmo, o que poderia ser mais possível dentro destas impossibilidades. Ou não.
E o que importa com isso? Eu poderia ter presenciado o surgimento de uma nova consciência política ontem, mas não sei, não lembro e também pouco me importo. Também não há como se importar com o mundo com essa dor de cabeça absurda, só gostaria de permanecer na cama. Entre o labirinto de lençóis e as grandes dunas dos travesseiros. Será que eu presenciei algo primoroso ontem? Algo que deveria ser lembrado, algo pra ser inesquecível, algo para entrar na História?
Seria a minha existência vazia e conflituosa interessante o suficiente para isso? Ou relevante. Não sei... Acho que serei mais um dentro daquela massa cinzenta e esquecida que meche a vida e que nunca e lembrado, vários casos aleatórios e altamente pessoais que por serem demasiadamente, e subjetivamente, importantes são esquecidos a sombra dos fatos e dos “grandes vultos da humanidade”. E mais um monte de besteiras vazias e cheias de epistemologia visionária do século passado. E eu um mero receptor e agente social não valho de nada?!
Foda-se! Não adianta, só saberei disso só depois de morto.
Mas de quem serve as flores amigas depois de morto? Os consolos, a amizade, os presentes, a consagração deve ser feita em vida, como Nelson já havia dito, pois depois de morto pra que serve tudo?
Maldita dor de cabeça, maldita ressaca, talvez se eu escrever esses pensamentos eu possa ser lembrado. Com uma pessoa que sofria de uma ressaca absurda, e que após de uma possível amnésia alcoólica reflete sobre as variáveis e efemeridades da existência, tendo sempre em mente a sua triste e irredutível vida pacata. Mas que maldito pessimista inconformado alguém pensaria ao ler esse texto num futuro (não) muito distante.
Acho que é isso só escrevendo, somente escrevendo eu poderei tocar alguém que está fora do meu alcance, seja este geográfico ou temporário. Apenas escrevendo, tantas palavras que algumas delas terão de dizer alguma coisa que preste, só assim...
Chega! Não agüento tanto devaneio sem o menor sentido, pra que tudo isso? Não quero mais pensar nisso, nem em onde estive ontem, nem na minha dor de cabeça, nem se tenho algum dinheiro para comer, nem em porra nenhuma! Só quero uma cerveja. E voltar para o aconchego dos grandes lençóis felpudos, cogitando a não existência.
E alguém ainda disse que a vida é justa...
E o que importa com isso? Eu poderia ter presenciado o surgimento de uma nova consciência política ontem, mas não sei, não lembro e também pouco me importo. Também não há como se importar com o mundo com essa dor de cabeça absurda, só gostaria de permanecer na cama. Entre o labirinto de lençóis e as grandes dunas dos travesseiros. Será que eu presenciei algo primoroso ontem? Algo que deveria ser lembrado, algo pra ser inesquecível, algo para entrar na História?
Seria a minha existência vazia e conflituosa interessante o suficiente para isso? Ou relevante. Não sei... Acho que serei mais um dentro daquela massa cinzenta e esquecida que meche a vida e que nunca e lembrado, vários casos aleatórios e altamente pessoais que por serem demasiadamente, e subjetivamente, importantes são esquecidos a sombra dos fatos e dos “grandes vultos da humanidade”. E mais um monte de besteiras vazias e cheias de epistemologia visionária do século passado. E eu um mero receptor e agente social não valho de nada?!
Foda-se! Não adianta, só saberei disso só depois de morto.
Mas de quem serve as flores amigas depois de morto? Os consolos, a amizade, os presentes, a consagração deve ser feita em vida, como Nelson já havia dito, pois depois de morto pra que serve tudo?
Maldita dor de cabeça, maldita ressaca, talvez se eu escrever esses pensamentos eu possa ser lembrado. Com uma pessoa que sofria de uma ressaca absurda, e que após de uma possível amnésia alcoólica reflete sobre as variáveis e efemeridades da existência, tendo sempre em mente a sua triste e irredutível vida pacata. Mas que maldito pessimista inconformado alguém pensaria ao ler esse texto num futuro (não) muito distante.
Acho que é isso só escrevendo, somente escrevendo eu poderei tocar alguém que está fora do meu alcance, seja este geográfico ou temporário. Apenas escrevendo, tantas palavras que algumas delas terão de dizer alguma coisa que preste, só assim...
Chega! Não agüento tanto devaneio sem o menor sentido, pra que tudo isso? Não quero mais pensar nisso, nem em onde estive ontem, nem na minha dor de cabeça, nem se tenho algum dinheiro para comer, nem em porra nenhuma! Só quero uma cerveja. E voltar para o aconchego dos grandes lençóis felpudos, cogitando a não existência.
E alguém ainda disse que a vida é justa...
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Numa Madrugada de Quarta
Frio, dor de garganta
e ela a meia noite canta os hinos religiosos,
reproduzidos por temíveis flautas peruanas.
O ônibus dela chega,
me beija lasciva
e seus olhos brilhantes, infelizmente, vão embora.
Sigo meu rumo a espera do ônibus e da compreensão do ser.
O vento meche a minha barba, meu bigode se enverga
e minha garganta quase fecha.
E eu, mais um pequeno descontentado com a vida
sigo o meu caminho nessa linha torta de desesperos ressentidos,
angústias angulares
e poucas e sublimes alegrias fracionadas.
Mais um dia de trabalho, logo sonolência e alienação.
Uma rotina sadia, trabalho e estudo, com a possível
esperança de deitar na cama quente no final do dia.
Não durmo bem, e vivo desejando meus sonhos.
Há dias que tenho mais prazer numa noite de sono, que numa noite de sexo...
O que é lastimável, mas totalmente possível, porém nem um pouco preferível
"melhor era tudo se acabar" como o diria o poeta, acabar com a minha rotina.
Com o trabalho, com o dinheiro, com o sistema, com a porra toda que é discutida
por todos ao longo da sua jornada, a diferença é que alguns ganharam certa
notoriedade com seus problemas, mas no fundo, somos todos uns condenados a não
nos compreendermos.
E as teorias, as parábolas, a sonolência...vontade de dormir.
Só o prazer de me deitar, principalmente
me deitar com ela, só isso já me traz uma boa vontade
para encarar a vida.
Meu porto seguro.
Só o sorriso dela para eu não mandar o mundo se foder.
e ela a meia noite canta os hinos religiosos,
reproduzidos por temíveis flautas peruanas.
O ônibus dela chega,
me beija lasciva
e seus olhos brilhantes, infelizmente, vão embora.
Sigo meu rumo a espera do ônibus e da compreensão do ser.
O vento meche a minha barba, meu bigode se enverga
e minha garganta quase fecha.
E eu, mais um pequeno descontentado com a vida
sigo o meu caminho nessa linha torta de desesperos ressentidos,
angústias angulares
e poucas e sublimes alegrias fracionadas.
Mais um dia de trabalho, logo sonolência e alienação.
Uma rotina sadia, trabalho e estudo, com a possível
esperança de deitar na cama quente no final do dia.
Não durmo bem, e vivo desejando meus sonhos.
Há dias que tenho mais prazer numa noite de sono, que numa noite de sexo...
O que é lastimável, mas totalmente possível, porém nem um pouco preferível
"melhor era tudo se acabar" como o diria o poeta, acabar com a minha rotina.
Com o trabalho, com o dinheiro, com o sistema, com a porra toda que é discutida
por todos ao longo da sua jornada, a diferença é que alguns ganharam certa
notoriedade com seus problemas, mas no fundo, somos todos uns condenados a não
nos compreendermos.
E as teorias, as parábolas, a sonolência...vontade de dormir.
Só o prazer de me deitar, principalmente
me deitar com ela, só isso já me traz uma boa vontade
para encarar a vida.
Meu porto seguro.
Só o sorriso dela para eu não mandar o mundo se foder.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Foi...
Quando você saiu daqui de casa
no domingo,
parece que o dia ficou cinza,
ficou com aquela cara de domingo morto.
Eu fiquei estressado por ter
que voltar aquela rotina chata,
aos estresses do mundo.
Parece que com você o mundo fica mais aceitável.
A vida parece mais tranqüila,
e as sublimes horas do despertar parecem durar mais.
Só de lembrar de nós dois enrolados em nós mesmos
e nos lençóis,
já me bate uma gostosa sensação de nostalgia,
e talvez do sentimento mais certo,
de saudade.
no domingo,
parece que o dia ficou cinza,
ficou com aquela cara de domingo morto.
Eu fiquei estressado por ter
que voltar aquela rotina chata,
aos estresses do mundo.
Parece que com você o mundo fica mais aceitável.
A vida parece mais tranqüila,
e as sublimes horas do despertar parecem durar mais.
Só de lembrar de nós dois enrolados em nós mesmos
e nos lençóis,
já me bate uma gostosa sensação de nostalgia,
e talvez do sentimento mais certo,
de saudade.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Brinde
Estava comendo com a Turca aquele lanche meio qualquer coisa de domingo, ou seja, uns pãezinhos e tal. Enchi nossos copos, e levantei o meu para brindar, ela riu, pois era Coca e eu disse:
— Qual o problema?
— É Coca! — disse rindo.
— Nós devemos brindar os momentos e não as bebidas. — Ela me olhou com seus profundos olhos para mim, estava envergonhada. Brindamos, bebemos e logo depois ela me deu um forte e tímido beijo com sua boca molhada.
Naquele instante a Terra parou, um cachorro assobiou, um canário latiu, um pilantra disse a verdade, um honesto fez uma ruindade, uma associação que gostaria de destruir o mundo resolveu desistir dessas terríveis pretensões e resolveu fazer uma orquestra de pianos, e pela primeira vez dois tomates se beijaram ao se encontrarem no fundo de um saco de tomates que ia para o Cadeg. Fora isso, a cotação do café de Bromley despencou naquele domingo cinzento, onde um casal se olhava e o silêncio de suas palavras dizia tudo.
— Qual o problema?
— É Coca! — disse rindo.
— Nós devemos brindar os momentos e não as bebidas. — Ela me olhou com seus profundos olhos para mim, estava envergonhada. Brindamos, bebemos e logo depois ela me deu um forte e tímido beijo com sua boca molhada.
Naquele instante a Terra parou, um cachorro assobiou, um canário latiu, um pilantra disse a verdade, um honesto fez uma ruindade, uma associação que gostaria de destruir o mundo resolveu desistir dessas terríveis pretensões e resolveu fazer uma orquestra de pianos, e pela primeira vez dois tomates se beijaram ao se encontrarem no fundo de um saco de tomates que ia para o Cadeg. Fora isso, a cotação do café de Bromley despencou naquele domingo cinzento, onde um casal se olhava e o silêncio de suas palavras dizia tudo.
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