Tentei escrever algo mais poético ou sedutor,
Ou até mesmo eloqüente para lhe engrandecer,
Neste seu momento de louvor.
Não consegui escrever nada que prestasse.
Apenas rimas sem sal,
Com floreios sem alma,
Que com certeza nunca sairiam pela minha boca.
Serei o mais sincero com você, como sempre sou,
Digo apenas que guardo um presente pra você,
Em meus lábios.
Se você aceitar ficarei muito feliz,
Se não aceitar não ficarei triste,
O que importa é a intenção,
Pois eu só te quero ver alegre Alegria!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Acontece Conosco
Fico feliz por você ter entendido
Não gostei muito da resposta que você me deu
Mas já foi digerido
Entenda que tudo fora compreendido
Não fico triste nem machucado
Eu sou persistente e ainda terei você do meu lado
E como um grande sábio professor escreveu:
Eu sou um menino guerreiro
Um dia terei o teu amor por inteiro...
Não gostei muito da resposta que você me deu
Mas já foi digerido
Entenda que tudo fora compreendido
Não fico triste nem machucado
Eu sou persistente e ainda terei você do meu lado
E como um grande sábio professor escreveu:
Eu sou um menino guerreiro
Um dia terei o teu amor por inteiro...
Ode À Onça
Me pedir um poema,
É como pedir para me amar.
E se tu muito insistires,
Um tango iremos, nós, bailar.
Vossa senhorita como uma onça prestes a me abocanhar,
Com teus selvagens lábios de mel tu irás me beijar!
Eu como um caçador que prezo
Recordo-me do clássico provérbio:
Dia da caça dia do caçador.
Enfim chegou à hora deu conhecer o seu amor!
É como pedir para me amar.
E se tu muito insistires,
Um tango iremos, nós, bailar.
Vossa senhorita como uma onça prestes a me abocanhar,
Com teus selvagens lábios de mel tu irás me beijar!
Eu como um caçador que prezo
Recordo-me do clássico provérbio:
Dia da caça dia do caçador.
Enfim chegou à hora deu conhecer o seu amor!
Resposta Simples
Quando me perguntarem
Se eu prefiro ser solteiro ou mal resolvido
Vou responder que prefiro ser solteiro
Pois ter um relacionamento mal resolvido
É como fazer um samba no escuro
É como ter e não poder
O maior problema é o vínculo que se cria
E que não se quer desfeito
Eu ainda ousaria responder também com uma pergunta
Você quer?
Se quer, é só fazer...
Se eu prefiro ser solteiro ou mal resolvido
Vou responder que prefiro ser solteiro
Pois ter um relacionamento mal resolvido
É como fazer um samba no escuro
É como ter e não poder
O maior problema é o vínculo que se cria
E que não se quer desfeito
Eu ainda ousaria responder também com uma pergunta
Você quer?
Se quer, é só fazer...
Hipopotomonstrosesquipedalofobia
Só posso dar esse parecer sobre essa imensidão de letras que compõem esta grande palavra, caos. Palavra tão caótica que o meu lindo computador se recusou de me deixar inseri-la no texto. Ele fez birra, bateu pezinho, rodou a baiana, tentei três vezes ele a recusou em todas, também não tento mais. Acho péssimo quando o estrangeiro tem a oportunidade e não reconhece a grandiosidade do brasileiro.
Tem-se fobia há filia. É meio estranho pensar nisso, mas todos nós temos um pouco dessas duas, aquele medo irracional contra o paralelepípedo na segunda série e aquele tesão racional em poder usar do mesmo para encher linguiça no texto no último ano do colégio.
Eu digo logo, eu desde pequeno tenho medo de cachorro, antes era pavor, mas hoje em dia eu continuo tendo medo de todos os cachorros grandes, ou aqueles pequenos esquizofrênicos. Na verdade é aquilo, eu olho pro cão e se eu sentir nele aqueles pensamentos diabólicos de querer me assustar com o latido ou de se investir contra a minha pessoa, eu desvio do canino, se não eu permaneço no meu rumo. Fazer o que? Tem gente que não tem medo de paquidermes e equinodermes, ou então de pular de um edifício sem pára-quedas, mas eu não sou esse tipo de gente suicida.
Mas mesmo assim cada um com seu cada qual, essa maldita palavra é a incorporação do caos. Não há como enumerar os fatos, pois estão embolados. Tudo começa por essa palavra não ser muito corriqueira, não é muito fácil de usar no dia a dia. Com isso vem o problema da maneira certa de se falar, fora que até você conseguir fazer a pronúncia perfeita dela vai demorar uma eternidade. E também ela ocupa um período da sua sentença em uma conversa, pelo seu tamanho não da pra se falar rapidamente sem comer alguma letra, por fim, o hipopótamo monstro que tem fobia de esquiar com o pedal, além de ser inviável numa conversa seria uma cena muito esdrúxula para ser avistada e imaginada.
Tem-se fobia há filia. É meio estranho pensar nisso, mas todos nós temos um pouco dessas duas, aquele medo irracional contra o paralelepípedo na segunda série e aquele tesão racional em poder usar do mesmo para encher linguiça no texto no último ano do colégio.
Eu digo logo, eu desde pequeno tenho medo de cachorro, antes era pavor, mas hoje em dia eu continuo tendo medo de todos os cachorros grandes, ou aqueles pequenos esquizofrênicos. Na verdade é aquilo, eu olho pro cão e se eu sentir nele aqueles pensamentos diabólicos de querer me assustar com o latido ou de se investir contra a minha pessoa, eu desvio do canino, se não eu permaneço no meu rumo. Fazer o que? Tem gente que não tem medo de paquidermes e equinodermes, ou então de pular de um edifício sem pára-quedas, mas eu não sou esse tipo de gente suicida.
Mas mesmo assim cada um com seu cada qual, essa maldita palavra é a incorporação do caos. Não há como enumerar os fatos, pois estão embolados. Tudo começa por essa palavra não ser muito corriqueira, não é muito fácil de usar no dia a dia. Com isso vem o problema da maneira certa de se falar, fora que até você conseguir fazer a pronúncia perfeita dela vai demorar uma eternidade. E também ela ocupa um período da sua sentença em uma conversa, pelo seu tamanho não da pra se falar rapidamente sem comer alguma letra, por fim, o hipopótamo monstro que tem fobia de esquiar com o pedal, além de ser inviável numa conversa seria uma cena muito esdrúxula para ser avistada e imaginada.
This Town Is A Lonely Town
—Forget it, Jake. It's Chinatown.
Mais de duas horas de filme para escutar essa frase, que me deixou sem palavras, não tenho adjetivos para me expressar, somente digo: é a frase! Bem para mim foi uma hora de filme, peguei o filme meio que da metade, coisa que me deixa bem chateado, mas pelo menos deu para entender um pouco o desfecho do filme. Não vou lhe dizer o filme, até porque não o sei todo para poder comentá-lo, apenas me resguardo a última frase.
Minha primeira crítica é bem simples, porque não se usam mais essas frases impactantes nos finais dos filmes? Entendes, é um porre parece que todo filme termina com morte, como o vilão do filme, maldito e clássico maniqueísmo; ou então com aquele ar de que vai ter uma continuação, como a justiça não foi feita, ou que o bruxinho vai ter que estudar mais para ser o cara! Isso também me lembra a grande pergunta e a bela resposta:
—Tell me. What is it?
—The stuff that dreams are made of.
É um problema muito sério, esse conformismo perante a violência, o problema é que essas coisas nunca saem de moda, sempre serão atuais. Posso ver esse filme de novo daqui a vinte anos que ele continuara atual a minha realidade carioca. E eu sempre vou dizer, a mim mesmo, a mesma coisa quando ele terminar:
—Esqueça isso, Léo. É o Rio de Janeiro.
Mais de duas horas de filme para escutar essa frase, que me deixou sem palavras, não tenho adjetivos para me expressar, somente digo: é a frase! Bem para mim foi uma hora de filme, peguei o filme meio que da metade, coisa que me deixa bem chateado, mas pelo menos deu para entender um pouco o desfecho do filme. Não vou lhe dizer o filme, até porque não o sei todo para poder comentá-lo, apenas me resguardo a última frase.
Minha primeira crítica é bem simples, porque não se usam mais essas frases impactantes nos finais dos filmes? Entendes, é um porre parece que todo filme termina com morte, como o vilão do filme, maldito e clássico maniqueísmo; ou então com aquele ar de que vai ter uma continuação, como a justiça não foi feita, ou que o bruxinho vai ter que estudar mais para ser o cara! Isso também me lembra a grande pergunta e a bela resposta:
—Tell me. What is it?
—The stuff that dreams are made of.
É um problema muito sério, esse conformismo perante a violência, o problema é que essas coisas nunca saem de moda, sempre serão atuais. Posso ver esse filme de novo daqui a vinte anos que ele continuara atual a minha realidade carioca. E eu sempre vou dizer, a mim mesmo, a mesma coisa quando ele terminar:
—Esqueça isso, Léo. É o Rio de Janeiro.
Elegia Ao Mosquito Chamado Zé
Era eu ou ele, eu pensei.
Vendo o truculento, o assassino, o mosquito,
Me acanhei.
Ele estava parado, indefeso; seria eu o assassino do assassino?
Não importa!
Por este ser não morrerei,
Vou ser tão rápido que já minhas mãos eu sujei.
Fora uma sentença tão irrefutável,
Que por fim exclamei:
- Maldito, lhe matei!
Vendo o truculento, o assassino, o mosquito,
Me acanhei.
Ele estava parado, indefeso; seria eu o assassino do assassino?
Não importa!
Por este ser não morrerei,
Vou ser tão rápido que já minhas mãos eu sujei.
Fora uma sentença tão irrefutável,
Que por fim exclamei:
- Maldito, lhe matei!
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